terça-feira, 31 de julho de 2012

Miudesas


Me pego em um silêncio inesgotável, as árvores balançam sem nem um pudor, o mundo gira sem fontes, sem cores, sem dor.
O vasto silêncio de meu olhar subestima a força do meu ser, de te escutar, de esvaecer.
Os segredos da vida me escondem na escuridão, só o silêncio da minha voz, no sussurro do coração.
Olho para o vento para ver o que sai de dentro, escuto a tua voz, só por um momento.
Ouço o mundo e percebo que nem sempre sai da boca o que se chama de sentimento.
Guardo em segredos, pequenos momentos... Maior que o infinito, tudo que fica por dentro.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Silenciar nem sempre é calar


Busco um silêncio que tropeça na imensidão, que ecoa com o vento, que esvae na escuridão.
Assombros noturnos rodeiam seu pensar, me fazem sorrir, te fazem chorar.
Da minha boca não ecoa nem um som, dos meus olhos um mar de ruídos que me fazem calar, ouvir a tua voz e em silêncio ficar.
Me calo pelo medo, com direito de escutar e mantenho em segredo, o que fala o meu olhar.
Mesmo em silêncio não calo meu olhar, pois nem sempre permanecer em silencio é calar.

domingo, 29 de julho de 2012

Juro que não vi.

As árvores balançam em um movimento quase imperceptível.
A chuva molha o telhado gota a gota.
As folhas ressecam a cada segundo.
Minha pele envelhece a cada sopro do vento.
Você passou e não vi!
São tantas as vezes que me vi cego ao que passou de existir, passou de seguir, passou e não vi!
Me perco no tempo a pensar em coisas que não ví e de quando poderei vê-las... O tempo para e mostra-me tudo aquilo que a falta me fez dizer.
-Eu juro que não vi.