segunda-feira, 30 de julho de 2012

Silenciar nem sempre é calar


Busco um silêncio que tropeça na imensidão, que ecoa com o vento, que esvae na escuridão.
Assombros noturnos rodeiam seu pensar, me fazem sorrir, te fazem chorar.
Da minha boca não ecoa nem um som, dos meus olhos um mar de ruídos que me fazem calar, ouvir a tua voz e em silêncio ficar.
Me calo pelo medo, com direito de escutar e mantenho em segredo, o que fala o meu olhar.
Mesmo em silêncio não calo meu olhar, pois nem sempre permanecer em silencio é calar.

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