As palavras saem da boca como vento que canta, como a alma que encanta que nem sempre espanta.
Uma ordem de um segredo se esvai com o pensamento, decifra-se com o tempo, engana por um momento.
Não me canso de esperar por um tempo que ainda não foi, que ainda não vem que ainda não tem.
Memórias de uma sombra que passou, de um silêncio que restou, de um fato que deixou.
As marcas na janela só me fazem lembrar, me fazem sofrer, me fazem chorar. Mas quando olho para o vento o sinto nos cabelos, sinto o tempo e te esqueço por um momento.
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