Corro em um silêncio sem fim, em uma busca que nem sei
qual é.
Aprofundo na imensidão dos pensamentos e calo a boca para
não afogar.
Descubro que ao pensar mergulho nas profundezas de um
tempo que nem veio nem vai passar.
Puxo nas gavetas do desnecessário as folhas em branco do
papel que nunca existiu.
Letras fúnebres, sedentas e sacras.
Numa busca sem fim, corro por um tempo que nem se foi,
por uma palavra que me mova no eterno, por um afago... por um beijo seu.
Não me afasto do abismo, renasço em mim mesmo, me afasto
da escuridão.
Estampo um sorriso para encobrir a dor, mas na dor dos
pensamentos descubro que corro pra calar, pois nem sempre pergunto... nem
sempre respondo.
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