Não esvazio os olhos por que ver nem sempre é mais
interessante que sentir.
Vejo que os espaços se preenchem com o esvaziar dos
ouvidos, que nem sempre ouvir é sentir, que nem sempre sentir é saber e nem
sempre saber é viver.
Ciclos de vida em um sobe e desce sem fim.
Rodo para os lados, caio ao chão, arranho meus joelhos...
Volto a girar em um sentido a não me notar.
Fecho os olhos para ver o que habita em mim, abro o espírito
para te ter ali.
Erros constantes de acertos sem fim, o vento que sopra e
me faz vir.
Só não fecho os olhos, pois te vejo, mas não posso te
sentir.
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