segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Fluxo


Os carros sobrem e descem a cidade, as pessoas caminham em sentido algum, as luzes mudam de direção e cor, a água que corre sempre para o mar.
Porque caminhar para frente quando tudo o que olho fica para trás?
Esqueço os momentos, desvio os pensamentos, não fecho os olhos.
As noites tão secas de sono, tão cheia de fantasias tão vagas em vão.
Se durmo relembro, se deito recordo e se esqueço esvaeço nos desejos de um amanhã tardio, genérico, poético.
Não paro de pensar, de rezar... de supor.
Só vejo um fluxo crescente, eminente que não chega nem a se pôr.

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